O lado A narra o "Desalento" do oprimido face ao peso esmagador do "Cotidiano", culminando na tragédia de "Construção" - um marco na escrita em portugês - e na reprise amarga de "Deus lhe Pague". No lado B, Buarque rompe as amarras e afirma que, enquanto puder cantar, alguém terá de ouvir. E canta a vida, o amor e o samba. Poético, melodicamente rico e carregado de contexto, este álbum roça a perfeição.
Trinta e seis minutos de energia pura, sem gordura. Punk directo e cru, mas com uma progressão inesperada das faixas. As guitarras são criminalmente subvalorizadas neste álbum. O saxofone aparece nas últimas músicas e é a apoteose total.
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